É com grande prazer que posto mais uma edição da seção Perfil, com nada mais nada menos que um dos novos superstars da emusic nacional: o duo Felguk, formado pelos cariocas Felipe Lozinsky e Gustavo Rozenthal.

Acredito que imensa maioria da galera que acessa o blog já conhece o trabalho do Felguk, ainda mais depois da dupla ter remixado a faixa Celebration da rainha do pop Madonna!
Caso você ainda não conheça o trabalho deles, com certeza depois de ler a entrevista exclusiva você irá se interessar em saber mais sobre o trabalho desses cariocas que estão rodando o Brasil e o mundo com o seu som.

- Nome, idade, naturalidade e aonde moram atualmente?
Felipe Lozinsky, 24 anos, carioca, e Gustavo Rozenthal, 28 anos, carioca. Moramos no Rio.
- Qual é seu background na música e na produção de áudio?
Felipe toca piano desde os 8 anos, e eu (Gustavo) toco violão desde os 16. Também me formei na faculdade de Produção Fonográfica, aqui no Rio.
- Quando vocês começaram a tocar como e a produzir música eletrônica?
Começamos a produzir por diversão, na época em que nos conhecemos, enquanto trabalhávamos juntos numa produtora de áudio no Rio. Ficamos praticamente 2007 inteiro produzindo um live de uma hora corrida de musica original, para podermos estrear. Nossa primeira apresentação foi em dezembro de 2007.
- Quais são os gêneros predominantes nas suas produções e sets?
Produzimos Electro-House. Temos o hábito de misturar elementos de outros estilos, dentro e fora do mundo da música eletrônica, com a nossa base de electro. Mas cada vez mais estamos nos sentindo livres pra procurar outros caminhos, seja numa fusão mais consistente de estilos, ou ate mesmo num futuro próximo uma aventura por fora do electro-house.
- Quais são suas principais influências na hora em que vocês estão compondo um novo som?
Na hora de compor, as influências naturalmente se manifestam. Tudo o que você está ouvindo recentemente tem a tendência de aparecer nesse momento.
- Qual é seu setup de estúdio?
COMPUTADOR: Mac Pro
SYNTHS: Virus TI, Moog Little Phatty
- Como é o setup nas suas apresentações?
MacBook Pro + Ableton Live + M-Audio Trigger Finger
- Além da parte musical, vocês pretendem investir em algo novo em seus shows?
Sim. Pretendemos incrementar. Iluminação ja está rolando, próximos passos podem vir a ser cenografia, audiovisual, mais iluminação, quem sabe figurino!
- Onde vocês estiveram nos últimos meses?
Pelo Brasil de Norte a Sul (literalmente), e no Canadá.
- Fora do Brasil, qual é o país onde o Felguk é mais popular?
Sem dúvida nos EUA, principalmente na California.
- Vocês pensam em fazer como alguns DJs e artistas que moram por alguns meses na Europa ou EUA, para facilitar o agendamento de gigs nesses grandes mercados, ou estão satisfeitos morando no Brasil e fazendo turnês?
Não temos planos de morar fora do Brasil. Aqui é um excelente mercado, muitos gringos sonham em entrar aqui. Mas temos o desejo de tocar pelo mundo inteiro, se firmar de vez como artistas internacionais.
- Atualmente vocês vivem 100% de música e gigs, ou mantém outras atividades?
100% Felguk.
- O que a oportunidade de remixar a mega popstar Madonna trouxe para o Felguk?
Nos deu muita credibilidade e status. Todos sabem do profissionalismo da Madonna, e de quão criteriosa ela é na escolha dos profissionais a sua volta, então ser escolhido pessoalmente por ela foi como um selo de qualidade.
- Vocês conseguem fazer dinheiro com vendas de MP3, em sites como iTunes e Beatport, ou a pirataria engole tudo?
Nossa receita vem majoritariamente de gigs, o dinheiro de venda de musica pela internet ainda é pequeno, mas já é considerável.
- A banda Nine Inch Nails experimentou um modelo de distribuição gratuita de seu último ábum, onde eles não ganharam com vendas, porém fizeram um banco de dados completo dos fãs do mundo inteiro, pois para baixar as músicas era necessário preencher um cadastro. Na opinião de vocês: um modelo de distribuição gratuita de suas músicas poderia ser interessante, ou vocês preferem trabalhar com o modelo atual?
Não conhecíamos essa história do Nine Inch Nails, mas achei legal a idéia. Sim, pode ser uma alternativa interessante. Um dos maiores interesses nossos na venda de música, é entrar nos rankings de mais vendidas do Beatport por exemplo, que tambem traz status pro artista. Não gostaríamos de abrir mão disso.
- Quais são os principais projetos do Felguk para 2010?
Nos estabelecermos definitivamente como artistas internacionais, e focar também em outros aspectos da indústria musical, que não seja apenas a musica em si, como: marketing, videoclipe, incrementar a apresentação, etc. Estamos pensando em lançar um disco com os maiores hits também, muita gente pede.
- Qual conselho vocês dariam para toda a galera que está começando no mundo da música eletrônica?
Nao sejam “genéricos”, diferenciem seu som!
“2nite we’re gonna party like we never did!” – Felipe e Gustavo aka Felguk
Assista em primeira mão ao novo videoclipe do Felguk:
Você ainda encontrar mais vídeos do Felguk no seu canal oficial no Youtube: http://www.youtube.com/felgukmovies
Baixe já os últimos lançamentos do Felguk no Beatport:

Para saber mais sobre o Felguk, acesse:
http://www.myspace.com/felguk
http://twitter.com/felguk
Fica registrado o meu agradecimento ao Lucas Contaifer, assessor do Felguk, e também ao DJ Bernardo Malta, por ter feito a ponte entre eu e o Lucas tornando a entrevista possível.
Você curte o trabalho do Felguk? Comenta aí!
Autor:
Categoria: DJs e Produtores, Entrevistas
Tags: entrevista, exclusiva, felguk, setup.
Na segunda edição da seção “Perfil” fiz uma entrevista com o cara que me inspirou, direta e indiretamente, a criar o meu blog: o DJ, produtor musical, manager de selo, professor, empreendedor, sócio da AIMEC, blogueiro, alpinista e agora também empresário do ramo de alimentos: Ilan Kriger!

Mantive contato com o Ilan nesses últimos meses, desde que comecei a participar do quadro “Melhore e Melhores” no seu blog (www.ilankriger.net), onde ele faz críticas construtiva sobre as tracks participantes, e posso dizer que o feedback que ele me deu ajudou-me bastante como produtor.
Conheci o Ilan neste ano aqui no Rio, quando veio palestrar e apresentar o live do seu grupo Tribo Brazil, e reencontrei-o no Rio Music Conference: posso dizer que é uma ótima pessoa, profissional, interessado e verdadeiro… mais pessoas como e ele é o que precisamos para o cenário eletrônico do Brasil crescer ainda mais.

PERFIL: ILAN KRIGER
- Nome, naturalidade e aonde mora atualmente?
Ilan Kriger, sou de Curitiba e moro aqui.
- Quando você começou a produzir música eletrônica? Qual é seu background na música?
Eu não toco nenhum instrumento, apesar de já ter feito muita aula de piano. Sempre gostei e fui um colecionador ávido de música. Comecei a tocar em 1999 (profissionalmente em 2000), no início era uma grande brincadeira que acabou se transformando em profissão.
Em 1999 o DJ Leozinho era residente de um clube em Curitiba chamado Rave Night Club, ele comentou que a casa precisava de outros artistas, por que ele não estava dando conta de tocar da meia noite as 06:00hs. Naquela época eu me juntei com um amigo (Gadotti), para comprar mixer e toca-discos, emprestamos alguns discos e agulhas e não parei mais de pesquisar, praticar e me envolver com música eletrônica.
- Quais são os gêneros predominantes nas suas produções e sets?
No começo eu tocava muito pesado (Hard House), o bpm variava entre 145 e 150. Com o tempo fui baixando a velocidade, mas sempre mantendo a intensidade. Atualmente toco uma mistura de Techno, Tech-House, Progressive House e House. Acabo produzindo esses tipos de música, quando eu acho que fugiu um pouco do som que eu faço atualmente, acabo lançando por um dos pseudônimos que eu uso – Lighthouse, Br909, The Renegades, I. Kriger, Virtual Folder, Eletrodomésticos, Audio Buzzz, Projecto João Gaiola e DJ Edinho.
- Qual é seu setup?
COMPUTADOR: Para tocar uso um MacBookPro 2.53 ghz Intel Core 2 Duo com 4 gb de RAM, produzo em um desktop PC rodando Windows XP.
HARDWARE/CONTROLADORES: Varia muito de apresentação para apresentação, atualmente: Native Instruments Maschine, Access Virus Classic, Akai APC40, Novation Launchpad, Akai LPK 25, Audio Cubes, Wiimote, Apogee One, Motu 828, Xone 2d.
DAW: No passado Cubase, atualmente Ableton Live (desde 2004).
SYNTHS: Hardware: Acess Virus e raramente o Kaossilator. Software: Massive, Albino, Operator, Analog e Sylenth1
EFEITOS/PROCESSADORES: Uso basicamente os nativos do Ableton, mas gosto muito dos efeitos da Waves, Sonalksis, Psp Vintage Warmer e Tracks 3s.
SAMPLE PACKS: Gosto muito dos packs da Vengeance, mas tenho bastante material que eu baixei grátis na Internet.
OUTROS: Não trabalho muito com padrões definidos, as vezes gosto de trabalhar só com midi as vezes só com áudio.
- Você vive 100% de música ou possui outras atividades?
Até o fim do ano passado eu só vivia de música (não apenas tocando mas também como produtor, dono de selo, professor e sócio da AIMEC – Academia Internacional de Música Eletrônica). Agora estou usando mais o meu lado administrador (sou formado em administração), acabei de abrir uma loja de Frozen Yogurt com o meu irmão (www.ayogurteria.com.br).
- O que a criação e sucesso do seu blog (www.ilankriger.net) mudou em sua vida pessoal e profissional?
O blog nasceu quase que por acaso, nunca me imaginei escrevendo tanto e também tendo a quantidade de acessos que estou tendo (cheguei a ter mais de 2.200 mas a média é de 1.500 visitantes únicos por dia).
Quanto ao resultado, por enquanto, diretamente não aconteceu muito, a quantidade de gigs não melhorou, mas o site permitiu que eu lançasse com sucesso o Tribo Brazil (tribobrazil.org) e também gerar mais interesse pela AIMEC. Com dezenas de alunos vindo fazer os nossos cursos em Balneário Camboríu, Campinas, Curitiba e Paraná.
Acredito que esse é um trabalho de longo prazo, tudo o que eu estou fazendo certo hoje, só vai refletir daqui a 6 meses. O que tem sido legal é a feedback e envolvimento de pessoas que eu nem sonharia em conhecer de outra forma. O RMC foi mais ou menos isso chegou uma hora que tinha uns 10 usuários do site sentados juntos e trocando informações.
- Como é a sua experiência tocando a AIMEC (escola de DJs e produtores musicais) no Brasil, onde a cultura da dance music ainda é nova se comparada com a Europa e os Estados Unidos?
A AIMEC é o meu projeto de vida, dedico boa parte do meu dia, ministrando aulas, organizando material didático e promovendo a academia. Acho que o Brasil é atualmente um dos melhores lugares no mundo para a música eletrônica, nossa cena ainda está crescendo e tem muitas oportunidades boas por aí.Nessa onda, os cursos da AIMEC permitiram que muitas pessoas realizassem o sonho de ser DJ. A nossa missão é a de formar DJs e produtores musicais profissionais e cada vez que isso acontece nós ajudamos a cena a crescer.
- Qual conselho daria para um produtor iniciante de música eletrônica?
Seja ousado, seja diferente mas respeite os outros artistas. Trabalhe, divulgue, estude e ajude outros a atingirem os seus objetivos.
“Seja persistente e pense diferente. A música e a forma de se consumir ela mudaram muito nestes últimos anos e a tendência não é diminuir. Quem conseguir agora encontrar novas formas de atingir a audiência vai ter reconhecimento e sucesso.” – Ilan Kriger
Para saber mais sobre o Ilan acesse o seu site: www.ilankriger.net
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Categoria: DJs e Produtores, Entrevistas
Tags: aimec, blog, dicas, ilan kriger, setup.
Conheci o trabalho do Dudu Nahas por acaso, navegando no site Purevolume (uma espécie de Myspace) no ano de 2007, e fiquei impressionado tanto com a qualidade das suas faixas, como também a incrível musicalidade que ele passa em cada um dos seus trabalhos.

Ouvir as tracks do Dudu é uma verdadeira aula de produção de música eletrônica, pois mesmo produzindo em um home studio e sem nenhum tipo de mega investimento em hardware de última geração ou qualquer coisa nesse sentido, ele consegue fazer sons de extrema qualidade, sem contar toda a parte realmente musical de seu trabalho que sem dúvida nenhuma é fantástica!
Ele já teve matérias de seu trabalho em diversas revistas especializadas, inclusive a DJ Mag Brasil que o listou na coluna “4 Fantásticos” como uma das grandes revelações da nossa cena… ele pode ser revelação pra alguns, mas pra mim ele é uma das grandes realidades da nossa cena, um exemplo a ser seguido.
Estréio com ele a série “Perfil”, onde farei breves entrevistas sobre o background de nossos artistas e sobre o setup dos mesmos.

PERFIL: DUDU NAHAS
- Nome, idade, naturalidade e aonde mora atualmente?
Carlos Eduardo Nahas, mas artisticamente lanço tracks com três nomes: Dudu Nahas, D-Ignition Project e Stone Age. Estou com 29 anos, sou nascido em Florianópolis mas moro em Curitiba há 2 anos e meio.
- Quando você começou a produzir música eletrônica? Qual é seu background na música?
Comecei a produzir música eletrônica em 2006, quando fiz um curso intensivo na AIMEC de Curitiba. Tive um pouco mais de facilidade pois sempre fui músico desde meus 12 anos, sou baixista e guitarrista, tocava em bandas…então essa base teórica e prática meu ajudou bastante.
- Quais são os gêneros predominantes nas suas produções e sets?
Progressive house, mas atualmente tenho feito Deep e Tech-house também.
- Qual é seu setup?
COMPUTADOR: Tenho produzido em um notebook Toshiba com 4 GB de RAM, proc. Core 2 Duo. No meu live utilizo um Macbook com 4 Gb de RAM e Core 2 Duo também.
HARDWARE/CONTROLADORES: Para produzir, tenho utilizado somente a Ozonic mesmo, mas para o meu Live utilizo uma CMU Bitstream 3x. Não tenho utilizado periféricos para produzir atualmente, somente plug-ins.
DAW: Ableton Live 8
SYNTHS: Gosto muito do Gladiator, Sylenth, Massive, os nativos do Ableton também é possível achar muita coisa boa.
EFEITOS/PROCESSADORES: Gosto do pacote da waves, mas também do PSP Vintage Warmer, T-Racks, Izotope.
SAMPLE PACKS: Gosto dos da Global Undergound, pode ir direto que é coisa boa.
OUTROS: Tenho uma placa de som Echo Audiofire4, uma Audio2DJ da Native, monitores da Yamaha DS-80
- Você vive 100% de música ou possui outras atividades?
Não, sou advogado também, é o que me dá segurança, pelo menos por enquanto…
- Qual conselho daria para um produtor iniciante de música eletrônica?
Muita prática, paciência e dedicação…Não fique desapontado se no começo não conseguir o que pretende… se aprende mais partindo para uma nova track do que ficar meses em uma apenas… e procure primeiro a satisfação pessoal, o resto é consequência.
“Gostaria de agradecer a todos que apreciam meu trabalho e enviam feedbacks diariamente, isso motiva cada vez mais a continuar produzindo mais e mais. Parabéns Felippe pelo blog, atitudes como esta de divulgação das informações só faz a cena crescer! Grande abraço!” – Dudu Nahas
Seus últimos lançamentos no Beatport:

Se quiser conhecer mais sobre o trabalho do Dudu Nahas acesse os links:
http://www.myspace.com/dudunahas
http://soundcloud.com/dudunahas
http://www.myspace.com/dignitionproject
Pro Dudu eu tiro o chapéu, e depois de conhecer o trabalho dele acredito que você também irá tirar o seu!
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Categoria: DJs e Produtores, Entrevistas, Software, Hardware e Plugins
Tags: dudu nahas, entrevista, estúdio, Perfil, setup.