Gabe: techno com vibe brazuca

O produtor Gabriel Serrasqueiro, também conhecido na cena como Wrecked Machines, Velkro e/ou Gabe, postou esses dias uma nova track do seu projeto Gabe (techno) no Soundcloud, a qual mostrando que ele também está na onda brazuca.

A track chamada “Tudo Vem” possui vocal em português, mostrando que dá sim para fazer emusic nacional de qualidade, inclusive em estilos super segmentados, como o minimal/techno.

Confira a track “Tudo Vem” do Gabe:

Gabe – Tudo Vem (Demo) by Gabe

Em apenas 3 dias a track já alcançou mais de 4.000 plays e centenas de comentários positivos, isso com certeza vai abrir espaço e dar confiança pra que novos produtores explorem a brasilidade em seus sons.

E você, já entrou na onda da emusic nacional, seja tocando faixas brazucas em seus sets ou produzindo sons nacionais?

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Autor: Felippe Senne
Categoria: Mercado, Tracks e Remixes
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Pesquisa: você lançaria seu som num netlabel gratuito?

Nos últimos dias venho pesquisando sobre netlabels e vejo que existem vários destes muito bem organizados por todo o mundo.

O que são os netlabels? São labels (selos) que lançam seus álbuns, singles e EPs como qualquer outro label, porém sem cobrar pelo download dos mesmos, e ao invés de usar plataformas como o Beatport, Junodownload ou Traxsource, os releases são disponibilizados no próprio site do netlabel, alguns com acesso direto e outro com acesso restrito a usuários cadastrados.

Minha pergunta é a seguinte é para produtores/artistas: você lançaria tracks num netlabel onde o download é gratuito?

Estou fazendo esta pesquisa pois, com apenas duas edições do podcast Brazilian Vibe, percebi que nossos novos artistas/produtores da dance music nacional são ávidos por algum espaço de qualidade para a divulgação do seu trabalho, e também têm pouquíssimas opções para ter seu som ouvido: tanto por outros artistas; donos de selos; DJs, que é maior público consumidor de dance music; e também pelo público em geral, que ocasionalmente baixa dance music para ouvir em casa, no carro, academia, festinhas, etc.

Acaba que as únicas opções de exposição que nos restam são:

- Comunidades de redes sociais (Orkut, Facebook, etc): onde 95% das tracks postadas são péssimas ou ruins, pois são comunidade públicas, sem nenhum tipo de seleção ou curadoria do que é exposto, e bons trabalhos acabam se perdendo no meio da avalanche de música ruim
- Soundcloud, 4shared, Myspace, etc: que são excelentes para exibir seu trabalho, porém só dependem de você para ter audiência
- Trabalho de formiguinha: coletando emails para envio de promos, divulgando no MSN, Orkut,  Facebook e distribuindo CDs para os DJs da região
Selos pequenos: lançando com eles no Beatport, porém a grande maioria dos pequenos que lançam no Beatport são muito falhos na hora de promover os releases, portanto as vendas dependem única e exclusivamente do artista, e no caso de um artista novo no mercado, as vendas serão quase nulas

O que pode ser interessante para sermos ouvido pela massa?
Basicamente tentar lançar num selo que possua grande audiência (Armada, Defected, Toolroom, etc), mas que é muito díficil de conseguir assinar um contrato, ou simplesmente ficar trabalhando diariamente divulgando por conta própria seu trabalho.

Aonde eu quero chegar com esse papo todo?
Estou pensando seriamente daqui há uns meses começar de forma organizada um netlabel, usando o próprio nome Brazilian Vibe, onde periodicamente seriam “lançados” gratuitamente EPs, Álbuns e Singles de artistas nacionais no site do selo, com a divulgação sendo feita de forma ativa por conta do netlabel.

Dessa forma acredito que poderemos ter um pólo de concentração de audiência onde todos terão a oportundiade de ter seu trabalho divulgado e contar também com releases selecionados de forma coesa, e também com a taxa de downloads maximizada, já que não precisaríamos competir com a pirataria, que no Brasil deve ser na faixa dos 99% em relação a downloads ilegais de dance music, já que a cultura do brasileiro é baixar música “di grátis” na internet.

Posso falar isso tudo por experiência própria, já que ano passado lancei algumas coisas num mini micro selo que possuo, e vendi no total 180 downloads, sendo que o total de vendas para um cliente brasileiro foi de apenas uma, isso mesmo, UMA!

Ou seja: brasileiro realmente não compra MP3, salvo raríssimas exceções.

Outro fato: minha track La Trompeta foi posta a venda e totalizou no Beatport cerca de 50 downloads (em múltiplos releases!), porém o arquivo dela que deixei de bobeira no 4shared já passou dos 700 downloads. Confesso que deixei de propósito pois sei que as pessoas pesquisam sons no Beatport e depois jogam no Google pra ver se acham a track dando sopa por aí. :P

O que você acham dessa idéia de um netlabel brazuca gratuito? Gostaria muito de ouvir a opinião de todos, sejam produtores, DJs e o público em geral.

Levanto também a pergunta: você prefere que seu som tenha 50 downloads pagos ou 500 downloads gratuitos?

Sei que isso tudo conta com inúmeras variáveis, porém é só o início de uma idéia que tive e que resolvi compartilhar com todo mundo que participa do meu blog, mesmo correndo o risco de alguém se inspirar com isso e lançar um netlabel neste formato antes de mim…  porém, sinceramente, eu até gostaria que isso acontecesse, pois eu seria um dos primeiros “clientes” dele! :P

Conto com a sua participação no debate, deixe seu comentário.

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Autor: Felippe Senne
Categoria: Mercado, Polêmica
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