Connection DJs: minha agência de bookings

Depois de alguns anos trabalhando por conta própria, sem nenhum tipo de ajuda em relação aos contatos com promoters e produtores de eventos, recebi um convite do Thales Freitas para participar da sua agência Connection DJs, de Minas Gerais, gostei da proposta e aceitei.

Como já acompanhava o trabalho do grupo Divine Girls, agenciado pela Connection DJs, deu pra perceber que é uma agência séria e que trabalha de verdade, sem contar que não possui um casting monstruoso, daqueles que deixam vários DJs “na gaveta”.

Gostei da proposta, principalmente pois é tudo bem transparente, e resolvi aderir a tendência e ser agenciado, o mais legal é que ja está dando frutos: dia 06 de setembro vou tocar no Lounge em Uberlândia. :)

Por enquanto vou continuar cuidando pessoalmente dos meus bookings no Rio de Janeiro, e tudo fora do estado vou deixar com a Connection, mas em contrapartida pretendo trabalhar para ajudar a abrir espaço para agência aqui no Rio de Janeiro, acho que assim todo mundo sai ganhando.

Portanto lá vão meus contatos para bookings:

Rio de Janeiro
Email: felippesenne@gmail.com
Telefone: (21) 7826-0389

Demais regiões do Brasil:
Email: manager@connectiondjs.com.br
Telefones: (34) 3229-4356 / (34) 3087-1174

Aos amigos contratantes anteriores de outros estados, podem ter certeza que vou acompanhar de perto e em parceria todos os requests. ;)

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Autor: Felippe Senne
Categoria: Gigs e Eventos, Mercado
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Perfil: Sandro Horta (Agência DJcom)

Tive o grande prazer de fazer uma entrevista exclusiva com o empreendedor Sandro Horta, DJ e sócio/manager da agência DJcom, uma das mais profissionais e bem sucedidas agências de DJs nacionais e internacionais em atividade no Brasil.

Tenho certeza que essa foi uma das melhores entrevistas até o momento que fiz no meu blog, o Sandro falou do início da sua carreira no mundo da música eletrônica, tanto como DJ quanto como empresário, e também mostrou um pouquinho do caminho das pedras para todos os DJs e artistas da emusic que sonham em se profissionalizar e participar de uma agência de DJs séria e competente, como a DJcom.

Leia a entrevista na íntegra, vale a pena! :)

PERFIL: SANDRO HORTA (DJ e manager da agência DJcom)

Como você  começou no mundo da música eletrônica e dos DJs?
Abri um bar em 95 (quando eu tinha uns 25 anos) e ele fez muito sucesso, tanto que o ampliei, fazendo uma pistinha pra galera dançar. Na época havia um dj residente que comandavam a cabine a noite toda e eu simplesmente ficava todas as noites, a noite inteira na cabine vendo ele tocar – este DJ foi fudamental na descoberta da minha paixão pela música, além de ter sido meu padrinho de casamento e um grande amigo até hoje. Depois de algum tempo o meu bar faliu e eu voltei a minha profissão original de gerente comercial de informática. Sentia falta da noite, até que em 2002 um outro amigo me convidou pra ser residente do lounge do club dele e eu deveria tocar todos os estilos até a pista eletrônica abrir. Essa foi minha primeira experiência como DJ, mas oficialmente acho que comecei no mundo dos DJs em 2004 quando fiz a primeira turma de Djs da escola Aimec (da qual inclusive virei um dos sócios, de 2005 a 2009).

Sei que você  começou a discotecar já aos 30 e poucos anos, diferente da DJzada que normalmente começa na adolescência em festinhas e “blablabla”. Você sofreu algum tipo de preconceito em relação a isso?
Com relação à minha idade não. O que eu sofri foi o preconceito dos DJs que tocavam com vinyl. Pela época que ingressei na carreira, já comecei discotecando com CDs e me lembro que bem no começo um DJ falou bem alto (pra eu escutar naturalmente) como ele achava um absurdo uma pessoa gravar alguns CDs e ser chamada de DJ. Me lembro que existiam fóruns com discussões gigantescas do vinyl x CD. E eu, como DJ de CDs, sofria o preconceito por isso. Mas passou e se me arrependo de algo, foi de ter me descoberto tão tarde.

Além de discotecar você comanda a DJcom, uma das mais bem sucedidades agências de DJs e artistas da música eletrônica em atividade no Brasil, como isso tudo começou?
Agradeço as palavras e tentarei resumir. Em 2005 eu quis dar uma reviravolta na minha vida. Pedi demissão do meu trabalho e fui captar patrocínios para shows na CWB Brasil (empresa com mais de 10 anos na realização de grandes eventos como shows de Joss Stone, Julio Iglesias, Roberto Carlos, Black Eyed Peas etc.. e que é sócia da DJcom). Seis meses depois, um amigo DJ me convidou pra ser sócio numa festa em Balneário Camboriú. Foi um sucesso. Resolvermos fazer mais uma, dessa vez em Curitiba, mas a contratação do gringo que iria tocar foi traumática! Aí eu percebi que poderia fazer isso com mais profissionalismo. E foi assim que comecei. Me lembro que trouxe uns 2 meses depois o Johnny Fiasco e logo em seguida o Kaskade, cujas músicas eu amava mas era pouco conhecido ainda.

Um dos agenciados da DJcom é o projeto Hands Up, que mistura DJ e percussão ao vivo, contando a agenda mais cheia entre os artistas da dance music do Brasil. Como foi o início do trabalho com a dupla, e a que você atribui esse incrível sucesso?
O Ber (DJ) quando começou a tocar com o Gutto (percussionista) sempre me convidava pra assisti-los na Liqüe, casa que os apadrinhou. Porém, eu sempre estava viajando e na verdade, a DJcom só agenciava artistas internacionais e o projeto de live vocal chamado Vácuo. Mas em agosto do ano passado eu sentia a falta de ter mais nomes nacionais, além de perceber a enorme ebulição de talentos no Brasil. Trabalhar só com gringos é loucura. É um negócio mto volátil. Nacionalizar foi a melhor decisão.

O sucesso do Hands Up se deve há vários fatores: carisma, som acessível na medida certa, a união do DJ com a percussão e ao primeiro manager que eles tiveram (que é hoje meu sócio neste projeto) o Felipe Fernandes, que possuía o networking necessário pra que o Hands Up começasse a tocar em vários lugares. Os meninos estavam prontos. Só tivemos que usar nossa rede de contatos e pedir para os nossos parceiros que dessem uma oportunidade. Como eles são realmente muito bons, dificilmente tocam uma só vez no mesmo local, fechando várias gigs de uma só vez e conquistando o público que pedem pra eles voltarem. Resultado: em abril já tínhamos vendido todas as sextas e sábados do ano de 2010.

Qual é a filosofia da agência em relação ao casting? Qual a vantagem de ser agenciado? Prefere trabalhar sempre com os mesmos artistas/DJs ou está sempre de olho em novos talentos para expandir o casting?
Gostamos de artista que tenha presença de palco, flexibilidade para tocar um som mais comercial, possua bom caráter e que realmente queira trabalhar muito. Além disso, ele tem que estar preocupado em começar a produzir e deve se relacionar com todos: Djs, produtores e amigos em geral. Networking é fundamental.

As vantagens de ser agenciado são inúmeras. Mas há uma distorção quanto a elas. Sempre há DJs que me abordam dizendo que precisam de uma agência pra cuidar da venda, contratos e logística. Oras, se você  quer uma agência só pra isso, contrate um amigo pra ficar no telefone recebendo ligações, preenchendo contratos e comprando passagens. Te garanto que você vai gastar menos do que o percentual que irá pagar pra agência. Uma agência deve fazer muito mais: auxiliar no caminho a ser tomado, nas mídias que devem ser utilizadas, no posicionamento com os formadores de opinião e logicamente usar o seu poder pra venda e inserir o artista nos principais clubs e eventos do país. Eu acho que a agência é realmente um sócio e o principal parceiro de um DJ. Portanto, procuro manter o nível de crescimento do casting equivalente ao do pessoal que tenho para assisti-lo.

Quais são os diferenciais de um artista ou DJ, que pode fazer com que você convide-o a fazer parte do casting da DJcom?
Eu gosto do artista que trabalha com prazer, trasmitindo alegria no jeito de se apresentar e na sua música – é o maior diferencial que pode ser apresentado. Acho fundamental que ele tente se relacionar com diversos públicos. Ele não precisa ser palhaço ou tocar 100 instrumentos na sua performance, mas que ele faça de cada gig a melhor de todas. No mundo da música de hoje, não existe segunda chance.

Em relação aos contratantes, o que os promoters e/ou donos de clubs estão procurando hoje em dia em relação ao DJ, tipo de som, etc?
Acho que eles querem o resumo do que eu citei acima. Djs que façam uma celebração toda vez que se apresentam. Eles querem alguém que sorria, que toque com técnica mas que apresente um som feliz. Os donos de clubs não me parecem gostar de testar muito. Se você consegue fazer uma boa apresentação, a sua chance de voltar várias vezes e acabar sendo conhecido na região onde o club fica é bem grande. E esse é o primeiro passo. Quanto ao som, o mundo é comercial e sempre será. O Dj deve mesclar som novo com músicas que todos gostam. No show do U2, por exemplo, você gostaria de escutar a frase “olá pessoal, hoje a gente vai tocar nosso novo disco”?

Você acredita que o trabalho musical caminha lado a lado com um trabalho de pré-produção do artista/DJ (releases, fotos bem produzidas, vídeos promocionais, etc)?
Dizem que a galinha canta porque precisa avisar que botou ovo. E ela está  certa, afinal deu muito trabalho. Não adianta ser o melhor artista do mundo se ninguém souber disso, certo? E é por isso que eu falei no começo que a agência deve ajudar nisso sim. Pegue qualquer grande DJ no mundo e você verá que existe um staff gigantesco atrás dele. A grande maioria possui dois tipos de managers: o responsável pelos bookings e o que cuida da sua carreira ligada a produções, remix e marketing.  Conheço histórias de artistas que não se apresentaram porque não expuseram o nome dele no evento da maneira que o assessor tinha proposto. Marketing é quase tudo nesse nosso mundo digital, só não sobrepõe o talento.

Você trabalha com vários top DJs internacionais, como isso começou e quais artistas você pretende trazer pro Brasil em breve?
Sou sincero. Quando eu comecei a Djcom, os grandes nomes já possuíam representantes no Brasil, e eu tenho que respeitar isso. Nunca fui “comprar” um gringo pra trocar sua agência pela minha, porque se você faz isso, automaticamente está dando o direito de outro fazer o mesmo com você. Eu tento procurar DJs que possam se transformar em grandes nomes – e é por isso que eu viajo 5 vezes ao ano pra fora do país e tento escutar produtores brasileiros. O Kaskade foi um caso de DJ que cresceu comigo, e o EDX, que esteve aqui na semana passada, também me surpreendeu. Tenho certeza de que vai estourar nos próximos 2 anos ou menos.

Podemos esperar algum projeto especial da DJcom pro futuro?
Estou contratando um novo colaborador que terá um só objetivo: assessorar os nossos DJs nas suas produções. Contatos com selos, ajuda na divulgação para outros djs, sites e etc … Gostaria muito de ser útil para os meus artistas neste segmento também. Sobre novos projetos, temos novidades a caminho sim, mas não posso contar!

Te sigo no Twitter e vejo que você possui uma rotina louca de DJ, manager, empresário, caça-talentos, sem contar as viagens por todo o Brasil semanalmente. Mesmo com tudo isso ainda sobra algum tempinho só pra você? O que você faz quando quer se “desligar” de tudo isso e relaxar?
É muito corrido, e eu espero que seja cada vez mais. Se você me conhecer melhor, vai reparar que eu sou tranqüilo neste quesito. Tenho a sorte de fazer o que eu amo e nunca vou reclamar da minha vida Eu adoro viajar e conhecer novas pessoas, lugares e ter novas experiências. Quando estou sozinho gosto de três coisas: música, livros e filmes. E isso, posso ter durante o vôo também. Tenho que saber otimizar o meu tempo e já aprendi a fazer isso, graças a Deus!

“Obrigado pela oportunidade. Procure o que você ama. Nem que demore a sua vida toda. Quando você chegar lá, vai ver que valeu a pena.” – Sandro Horta

Conheça mais sobre o trabalho do Sandro Horta:
www.djcom.com.br
www.soundcloud.com/sandrohorta
www.sandrohorta.com.br
www.housebeach.com.br

Valeu Sandro pela entrevista, tenho certeza que vai abrir a cabeça de muitos DJs e artistas novos no mercado da música eletrônica brasileira! :)

Já conhecia o trabalho do Sandro Horta e da sua agência DJcom? Tem alguma pergunta pra ele? Deixe um comentário.

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Autor: Felippe Senne
Categoria: DJs e Produtores, Entrevistas, Mercado
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Ser um artista/DJ agenciado é bom ou ruim?

Acabei de ler um post muito interessante no blog do Ilan Kriger sobre o cenário das Agências de DJs.

Lá ele fala sobre o que uma agência de DJs teoricamente faz, sobre o que você deve fazer para abrir sua própria agência em parceria com outros artistas e sobre o caso de sucesso do DJ Leozinho, que foi agenciado pela Hypno (atual 3plus).

Acho muito interessante o caso do DJ Leozinho, que no início da sua carreira agenciado encarava longas viagens de ônibus para o eixo Rio-São Paulo, e tocava por cachês simbólicos, com o intuito de não criar barreiras para se divulgar num novo mercado! Eu concordo plenamente com esta forma de trabalhar.

Confira aqui o post completo no blog do Ilan Kriger: http://www.ilankriger.net/tutorial/tudo-o-que-voce-queria-saber-mas-tinha-vergonha-de-perguntar-sobre-agencias-de-dj/

Eu como contratante já constatei que algumas agência HIPERFATURAM o cachê de certos artistas, principalmente os internacionais. Há umas semanas recebi um mailing divulgando um artista de Deep House internacional, e me foi cobrado R$5.000,00 + share aéreo + hospedagem, sendo que ele é completamente desconhecido aqui no Rio e não lançou nehuma track famosa, e já se encontrava no Brasil, de bobeira. Acho que nesse ponto é ruim pro artista, pois se cria uma barreira financeira numa oportunidade de se divulgar numa grande cidade.

Por exemplo: o Coyu, grande produtor espanhol de Tech House, autor de tracks como “El Baile Aleman”, entrou em contato comigo via Soundcloud e ofereceu de tocar aqui no Rio pelo cachê de 800 euros. Achei um valor tranquilo para o que ele tem de reconhecimento no cenário underground mundial. Logicamente teria o custo de passagem aérea e hospedagem, mas mesmo assim vale a pena, pois poderia rachar esse custo com mais um ou dois contratantes de outras cidades que poderiam surgir. Essa é uma hora que o contato direto sem agência fica mais interessante pro artista, sem inflacionamentos/barreiras de cachê.

Cada caso é um caso, o certo é que não acontece milagre hoje em dia na sua carreira como artista/DJ, largando tudo na mão de uma agência. A agência funciona mais pra aliviar a parte burocrática e  dar uma certa ajuda na sua carreira.

Qual é sua experiência com agências? Deixe seu relato.

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Autor: Felippe Senne
Categoria: Mercado, Polêmica
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