Fui conferir o segundo dia do Rio Music Conference, além de assistir ao workshop de Mixagem e Masterização.
Veja algumas fotos do workshop:
O workshop de Mixagem e Masterização, ministrado por Jonny Miller da Point Blank School (UK) foi mais voltado pra galera iniciante, ele apenas mostrou basicamente como se faz a mixagem básica de uma música, usando os efeitos nativos do Ableton Live, e como se faz uma masterização bem básica.
Um ponto negativo do workshop foi a falta de cuidado da organização, pois um workshop de mix/master deveria ser feito num ambiente próximo ao que é um estúdio, e não numa sala sem tratamento nenhum, com som vazando do palco do evento e com caixas de som de PA de festa muito mal equalizadas. Além disso ele foi ministrado em inglês sem que isso tivesse sido divulgado, se houvesse alguém lá que não falasse inglês a pessoa ficaria boiando.
Mas de qualquer forma valeu muito a pena participar do evento, principalmente por ele ser o único do Brasil. É bom pra trocar uma idéias pessoalmente e com calma com toda a galera que normalmente só conversamos pela internet ou durante as noitadas.
Mas continuo batendo na tecla de que eu esperava mais gente, e continuo sem saber ao certo se foi falta de público mesmo pelo RMC ser à tarde no meio da semana, ou se simplesmente a cena eletrônica carioca e brasileira ainda tem pouca gente envolvida e/ou interessada em fazer as coisas acontecerem.
Pelo o que eu observo aqui no Rio de Janeiro: ainda são poucas as pessoas que realmente agitam a cena. Eu acho que falta ainda um sentimento de todos de criar uma cultura, uma cena de verdade.
É lógico que rolam festas muito boas aqui no Rio e também tem muita gente talentosa, seja por parte dos DJs, dos produtores musicais, do produtores de eventos, dos agitadores, da galera de mídia, mas eu acho que ainda faltam “mini RMCs” para criar laços mais fortes em todos os envolvidos. Na minha opinião as festas e festivais têm que ser uma CONSEQUÊNCIA de uma cena forte e de uma cultura, elas têm que vir naturalmente.
Você nota isso pela falta de nomes cariocas expressivos na cena nacional, atualmente eu acho que só o duo Felguk mesmo é um nome forte, tem também o DJ Memê que é um grande talento e forte militante da house music.
O polêmico e controverso Jesus Luz consegue ser mais “barulhento” e gerar mais atenção que qualquer outro DJ carioca (esse comentário vai gerar polêmica, hehehehe) mas que pelo menos coloca o Rio de Janeiro no mapa da emusic, seja de forma positiva ou negativa; e também o André Marques tem feito o seu barulho e usado sua popularidade global (plim plim) e seu twitter poderoso para disseminar a cultura da emusic de forma positiva, ponto pra ele!
Tirando eles sinceramente não sei de mais ninguém verdadeiramente expressivo no Rio de Janeiro…
Eu sou novo nesse mercado de uma forma ativa, mas já acompanho a noite do Rio no geral desde o ano 2000, incluindo a parte que não tem nada a ver com emusic, e nunca percebi nada relacionado a emusic que impulsionasse com força essa cultura.
Parabéns a Directa pela iniciativa, mas precisamos de mais empresas e mais pessoas agitando eventos parecidos com esse, sejam de menor porte, como por exemplo o Novos Sons, organizado pelo João Paulo da Emociona/Request DJs, evento o qual eu tive o prazer de participar palestrando e fazendo um mini workshop.
Portanto pra você que mora no Rio ou em outra cidade brasileira: cabe somente a você ajudar a cena a crescer, seja divulgando o que rola, criando encontros, promovendo festas, ajudando a formar novos DJs, produtores musicais e/ou promoters e ajudando a criar mais público pro movimento.
E que venha o RMC 2011! Estarei lá firme e forte e espero que o evento continue numa crescente!
Autor:
Data: 12 de fevereiro de 2010
Categorias: Mercado, Polêmica
Tags: 2010, carioca, cena, critica, point blank, resenha, rio music conference, rmc, workshop.
Grande Felippe!
Pois é cara, deu a mesma impressão no post do Ilan sobre o RMC, e inclusive rolou um comentário sobre a ausência de público no Rio. Mas eu acho que é meio geral a coisa, que não é um mal só do carioca. Acredito ser um problema de maturidade e interesse tanto do público quanto dos profissionais de música eletrônica.
A AIMEC realizou uma iniciativa muito próxima a do RMC aqui em Curitiba há 2 anos atrás, e considerando que o público de música eletrônica aqui é bem grande, ainda assim tivemos um público muito menor do que o esperado.
O negócio é não desanimar, e que as pessoas de iniciativa continuem a investir, porque a música eletrônica merece mais respeito e atenção!
é felippe, se vocÊ que estava no workshop nao se sentiu a vontade.
imagina agente que estava nas paletras.
no geral o evento foi muito bom.
foram só pontinhas, detahes que deixaram a desejar, mas como é nos detalhes que as coisas de destacam…
em relação ao pública teve um pouco dos dois.
não sei se você notou mas quando anoiteceu o evento ficou mais cheio.
isso é por causa do pessoal que saiu do trabalho e foi pra lá.
ouvi muita gente reclamando que nao podia ser na semana do carnaval.
mas se nao fosse nessa semana, seria em qual?
pra terminar, encontrei o ilan lá, mas nao esbarrei com você, haha.
bom fica pra próxima.
Fala Senne!
Tô contigo nesse fortalecimento da música eletrônica.
Li teu post e resolvi começar uma série de artigos no meu Blog.
O primeiro é sobre a cultura do DJ no Brasil : o livro “TD DJ Já sambou” da Claudia Assef.
Leia em:
http://wp.me/p4y4G-dZ
Abraços e bom carnaval.
Diogo Fukumoto.
dei um confere e achei manero, adoro musica , house, eletronica, dance, pop, hip hop R& B tu eh super profissa .